Repórter do UFC é destaque na revista TPM

Foto arquivo pessoal 

Nos últimos seis anos, com mais de 500 entrevistas feitas, Paula Sack ganhou o respeito de todos no mundo das artes marciais, incluindo nomes como Royce Gracie e Rodrigo Minotauro. Única brasileira a ser repórter oficial do UFC no Brasil, Paula alcança o fato inédito aos 30 anos, e aceita ficar na posição oposta da que está acostumada a estar: a de entrevistada. 

A revista TPM fez uma matéria com a repórter, que explicou a identificação que tem com as lutas. “A luta é o esporte mais antigo de que se tem registro. Está no contexto social. É instintiva para os dois sexos. A facilidade de assimilação do MMA, com regras autoexplicativas (nocauteie e vença), esclarece o sucesso do UFC também entre o público feminino”, disse Paulinha. 

Em 2005, após dois anos no programa Oi Radical, na Record, foi quanto Paulinha foi convidada para um teste no Combate, passando a integrar a equipe do canal, e contou sobre a transição na entrevista concedida à revista TPM. 

“Meu trabalho é basicamente o mesmo: matérias com atletas, bastidores, esportes radicais… Agora no site (br.UFC.com), o volume quintuplicou! Fico responsável por produção, câmera, direção. Chuto e corro pra cabecear”, brinca, contando sobre a sua história de vida, a rotina intensa de viagens e gravações e muito mais. 

“Mas por que Sandy não gostaria de MMA? Não existe perfil para gostar de MMA. Sandy, ou qualquer famoso, gosta porque o esporte é inteligente, agressivo, envolvente e global, as pessoas se identificam… O MMA virou esporte, mas é só uma junção de artes marciais. E mulheres gostam de defesa pessoal, está tudo ligado!”, conclui Paula. 

Clique aqui para ler a matéria com a loira.

Fonte: TATAME

Revista TPM entrevista Paula Sack

Quem assiste aos eventos de MMA há algum tempo já deve ter ouvido falar de Paula Sack. Ela foi repórter do Canal Combate por seis anos e, em 2010, assumiu um novo desafio: é a única repórter brasileira da organização do Ultimate Fighting Championship (UFC). A revista TPM desde mês trouxe uma matéria com a jornalista, que arrancou elogios de importantes nomes do MMA no Brasil. Fica a dica de leitura! Confere no link.

Para acompanhar mais de perto o trabalho que ela faz hoje, é só acessar o site do UFC no Brasil. Ela também publica várias novidades pelo seu perfil no twitter: @paulasack

 

Revista TPM de junho traz perfil de Paula Sack

Apaixonada por esportes, a apresentadora e repórter Paula Sack começou sua carreira no mundo das lutas em 2005, quando entrou para a equipe do Combate, canal pay-per-view da Globosat. Desde então, Paula é reconhecida como especialista no assunto, e construiu um currículo invejável ao entrevistar mais de 500 lutadores e cobrir diversos eventos de luta no Brasil e no exterior. Neste mês, ela estampa 4 páginas da revista TPM, mostrando que mulher pode, sim, entender de um mundo totalmente masculino. Veja mais aqui

Fonte: Top Press

 

Paula Sack, entrevistada na TPM

Nos últimos seis anos, Paula Sack foi repórter do canal Combate, fez 500 entrevistas e conquistou o respeito do mundo das lutas e de ícones como Royce Gracie e Rodrigo Minotauro. Agora no UFC (Ultimate Fight Championship), maior evento de artes marciais do mundo, é a única brasileira da organização – e mostra que nesse universo há mais do que orelhas em formato de couve-flor

O cenário da entrevista com Paula Sack não é hostil como o octógono (espécie de ringue onde lutam os praticantes de artes marciais mistas – MMA, o antigo vale-tudo). O embate se dá numa área reservada de um hotel em São Paulo. Recém-chegada de Toronto, no Canadá, onde aconteceu a edição recorde (55 mil presentes) do UFC, o Ultimate 

Fight Championship, maior evento de artes marciais do mundo, a jornalista tem dificuldade em se colocar na posição contrária dos microfones. No outro canto, o interlocutor se esforça para desconstruí-la. Com 500 entrevistas no currículo, fruto dos seis anos que foi do canal pago Combate, Paula, 30 anos, acaba de ser contratada pela organização do UFC como a única repórter brasileira.

Enfim, ela baixa os punhos e aceita a condição de entrevistada: “Em uma luta de MMA, não são dois enjaulados no octógono. São homens e mulheres presos do lado de fora querendo entrar e fazer o mesmo”.

Kempo e Twitter
Vamos ao cinema tentar entender essa posição, usando como exemplo o filme Clube da Luta, com Brad Pitt. Sinopse: homens estressados com rotinas insossas se agrupam para lutar e extravasar. Assistir ao UFC pela TV vale da mesma premissa, embora homens e mulheres se satisfaçam no conforto do sofá. “A luta é o esporte mais antigo de que se tem registro. Está no contexto social. É instintiva para os dois sexos. A facilidade de assimilação do MMA, com regras autoexplicativas (nocauteie e vença), esclarece o sucesso do UFC também entre o público feminino”, arremata Paula.

Em 2005, após dois anos no programa Oi Radical, na Record, ela foi convidada para um teste no Combate, passando a apresentadora e repórter. Em março, cobrindo as coxias do UFC, um colega de equipe pediu que Paula mandasse vídeos para avaliação. Daí, partiu o convite para ser o braço da organização no Brasil (que ganha edição do evento em agosto, no Rio de Janeiro). Paula transparece saudosismo ao lembrar de quando trabalhava no Combate. “Meu trabalho é basicamente o mesmo: matérias com atletas, bastidores, esportes radicais… Agora no site (br.ufc.com), o volume quintuplicou! Fico responsável por produção, câmera, direção. Chuto e corro pra cabecear”, brinca.

Paula é elétrica. Fala, explica e faz perguntas o tempo todo, ritmo que remonta à infância: “Fui uma criança hiperativa. Meus pais tentaram de tudo para me frear. Na busca por um ‘desacelerador’, parei no kempo [arte que imita movimentos de animais]. Bem lenta… Ideia perfeita pra revoltar qualquer garotinha acelerada”, ironiza. Filha da jornalista Zezé Sack e do arquiteto cubano Fidel Sack, eles nunca a repreenderam quanto à opção pelas lutas. Apesar do nome, o pai saiu da ilha caribenha antes da revolução de 1959. O sobrenome vem da avó paterna, francesa. O irmão mais novo, Pedro Sack, é advogado e leve entusiasta de futebol.

“Em uma luta de MMA, não são dois enjaulados no octógono. São homens e mulheres presos do lado de fora querendo entrar e fazer o mesmo”

A carioca criada no Leme e que hoje mora no Leblon cresceu, assim, acelerada e apaixonada por esportes outdoors. “Já experimentei todos que pode imaginar. Essa relação se fortaleceu na época da faculdade, cursando jornalismo esportivo.” Dentre os favoritos, lista wakeboard, escalada, skate longboard e snowboard. “Fui criada na praia, mas o surf não está entre meus esportes preferidos”, revela.

Trânsito livre
Paula diz que sua rotina de viagens e gravações é completamente louca. Não desliga, fica “24 horas no ar, sempre com a câmera por perto por via das dúvidas”. Conta que, quando não está trabalhando, o lugar mais fácil de encontrá-la é no Twitter. E se nota que os bastidores do UFC a agradam mais que o conforto do lar: “O espetáculo começa lá. A guerra dos atletas contra o peso antes do confronto, a tensão dos lutadores, o último treino. Tudo para o grande momento: o combate! A estrutura, a organização e o profissionalismo do evento impressionam”, enfatiza.

O confronto brasileiro mais comentado do ano, em que Anderson Silva aplicou um chute fatal em Vitor Belfort, encerrando o embate de forma brusca, causou tanto espanto quanto a admiração da cantora Sandy pelo primeiro lutador – e pelo esporte. 
Paula questiona: “Mas por que Sandy não gostaria de MMA? Não existe perfil para gostar de MMA. Sandy, ou qualquer famoso, gosta porque o esporte é inteligente, agressivo, envolvente e global, as pessoas se identificam”.

Tanto é que, sem o mesmo peso das masculinas, existem as ligas femininas de MMA, com a brasileira Cris Cyborg entre as melhores lutadoras. Royce Gracie, pertencente à casta que mudou os rumos do MMA, diz que, particularmente, não gosta de ver mulher lutar e elogia a jornalista: “A Paula sabe chegar, vem cercando até conseguir a entrevista”, solta. E emenda: “O MMA virou esporte, mas é só uma junção de artes marciais. E mulheres gostam de defesa pessoal, está tudo ligado!”.

Rodrigo Minotauro – vencedor de uma das melhores lutas a que Paula assistiu, contra o gigante Bob Sapp – também rasga seda: “O aprofundamento da Paula em artes marciais e o cuidado para que as perguntas não sejam repetitivas transmitem respeito, garantindo trânsito livre entre lutadores”, afirma. Trânsito esse que poderia provocar ciúmes em seu marido, o economista Saulo Sabbá, 28 anos, com quem é casada há dois. Mas Paula garante que “orelhas cheias de calosidades” (típicas de lutadores) não fazem seu estilo.

“A primeira impressão sobre Paula Sack é: ‘Outra repórter bonitinha, que faz as perguntas de sempre’. Mas, mal ela começa a falar, te surpreende” (Murilo Bustamante, líder de uma das principais equipes de MMA)

O que não a impede de apontar os brasileiros Lyoto Machida e Mauricio Shogun e o canadense Georges St. Pierre os preferidos das mulheres – principalmente das que não se encaixam no rótulo de “maria-tatame”. Paula conta que nunca namorou um lutador, apesar de ter conhecido o marido em uma academia. Assim como ela, que pratica boxe apenas para condicionamento físico, ele aderiu ao muay thai.

Revanche
Por mais que frequente um ambiente extremamente masculino, a jornalista conta que o profissionalismo com que trabalha não abre espaço para eventuais galanteios. Porém de grosserias ela não se livrou. Como na vez que o norte-americano Chael Sonnen a destratou diante das câmeras, ao descobrir que ela tinha a mesma nacionalidade de Anderson Silva, seu adversário seguinte. “Quem é você, enquanto brasileira, para falar de respeito aqui na América?”, disparou Sonnen.

Sem muitos esclarecimentos, Paula começa a contar de quando levou o peso pesado Júnior Cigano para escalar o Pão de Açúcar. “Assim como você está tentando me desconstruir, coloquei o Cigano em provação numa matéria. E vi que naqueles 110 quilos existem medo, sensibilidade, emoções comuns a qualquer pessoa.” O espírito da jornalista incorporara novamente. Dessa vez ela não se atém a questionamentos, mas a intermináveis narrações. Era uma revanche, ainda que a entrevista terminasse empatada.

ESTILO CAMILA NUNEZ MAQUIAGEM RAFAELA FIGUEIREDO (CAPA MGT) / PAULA VESTE JAQUETA ÁGATHA

Fonte: TPM

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