Faltam poucos dias para todos os fãs do MMA ouvirem o IT’S TIME, marca registrada do announcer Bruce Buffer, ecoar na HSBC Arena. A imprensa brasileira, de foma definitava, se rendeu ao UFC. A cada dia, novas publicações com matérias sobre o show e tudo o que cerca o maior evento esportivo de lutas do planeta invadem as bancas de revistas.
A revista Maxim, em sua edição de agosto, dedicou 32 páginas para o UFC RIO. E falar em MMA e UFC no Brasil, obrigatoriamente temos que falar na Paula Sack. A publicação brindou seus leitores e todos os amantes do esporte com um sensacional ensaio sensual da Paulinha, A VERDADEIRA MUSA DO MMA.
Acompanhe a entrevista realizada e o ensaio, mas não deixe de ir às bancas adquirir a revista!

DEPOIS DE 500 ENTREVISTAS NOS SEUS 5 ANOS COMO REPÓRTER DO CANAL COMBATE, A JORNALISTA PAULA SACK CONQUISTOU O RESPEITO E A ADMIRAÇÃO DOS LUTADORES – E ATÉ BOTOU MEDO EM MUITO MARMANJO. AGORA, TRABALHANDO NO UFC, ELA CONTINUA IMERSA NO UNIVERSO MASCULINO, SEM MEDO DE PORRADA, E MOSTRA QUE, ALÉM DE COMPETENTE, TEM MUITO TALENTO PARA FAZER A GENTE BABAR POR OUTROS MOTIVOS.
Por Fábio Cosman
O que é mais difícil: surfar com George St. Pierre, escalar o Pão de Açucar com o Cigano ou fazer um ensaio para a Maxim?
Sem dúvida, fazer um ensaio sensual para a Maxim! Já pratiquei todos os esportes que você puder imaginar nesses desafios com os lutadores. Mas seja qual for o esporte, um ensaio sensual é muito mais tenso! Qualquer desafio vira fichinha perto. Além dos vídeos com entrevistas e bastidores de eventos, comando desafios radiciais em que convido os lutadores a testarem seus limites em algum esporte extremo para o site UFC Brasil. Eu me divirto, quanto aos atletas, eu não sei. Alguns lutadores morrem de medo de mim quando começo a falar “dessa história de esporte radical”.
Trabalhando agora diretamente para o UFC, nos diga: o Dana White é casca-grossa mesmo?
Dana White é o todo-poderoso do UFC. Sem clichês ou puxação de saco: todos o admiram pelo trabalho, amor, e pelo comprometimento com o MMA e com o UFC. É impressionante o que ele, Frank e Lorenzo Fertitta fizeram ao longo desses dez anos desde que compraram o Ultimate. O resultado de todo esse trabalho está no sucesso do UFC ao redor do planeta.
Num universo masculino como o das lutas, como é ser a única repórter brasileira do UFC?
Ser a única traz responsabilidade. Mas não me intimida por ser uma mulher circulando entre tantos lutadores. Pelo contrário. Conheço muito bem o assunto e a dinâmica do mundo das lutas, dos bastidores. Chego com tanta atitude que acho que assusto um pouco. Acho que essa é a razão para nunca ter escutado uma piadinha, uma gracinha.
Encontrou muita resistência e muito assédio por ser uma mulher bonita?
Nunca encontrei nenhum tipo de resistência. Não tive problemas com assédio, preconceito ou qualquer outra situação constrangedora. Não existe esse espaço. A postura e a maneira de me colocar fazem toda a diferença em qualquer situação e, nesse ambiente, é crucial para conseguir a atenção e o respeito dos atletas. Não existe espaço pra piadinha ou qualquer comentário. Não na minha frente, pelo menos.
O UFC vem com tudo para o Brasil, como uma poderosa marca, englobando diversos produtos.Você participa inclusive da revista oficial. Qual é a dimensão disso, para quem não está habituado ao UFC?
O Ultimate Fighting Championship (UFC) é mais do que o maior evento de MMA do planeta. A marca se consolidou como uma das mais poderosas do mercado esportivo mundial. A expectativa para o UFC Rio é muito grande, é o retorno do MMA ao berço do esporte. Pela primeira vez no país, desde que foi comprado pela ZUFFA, o UFC aterrissa no Rio de Janeiro no dia 27 de agosto e vem pra fazer história. Será um divisor de águas para o MMA aqui no Brasil.
Você conquistou o respeito de todos os lutadores, inclusive, grandes campeões que hoje são verdadeiras lendas do esporte. Como isso aconteceu?
Acompanho de perto a carreira de todos os atletas brasileiros desde que ingressei no universo das lutas. Foram incontáveis entrevistas, matérias e coberturas de eventos. Nessa rotina, acompanhando a trajetória de cada lutador, a história, as dificuldades, a relação, mudam. A cumplicidade e o respeito construídos no dia a dia são a chave para entender o esporte e os atletas. É impressionante o trabalho e a garra desses lutadores que treinam com uma determinação sem fim, focados num único objetivo: tornarem-se os melhores do mundo. Sou uma grande fã e torcedora. Uma vida dedicada a um esporte tão difícil como o MMA não é pra qualquer um.
Claro, menos do Chael Sonnen. Até você ouviu as besteiras dele…
O Chael Sonnen é um caso à parte. Um atleta mediano, que ultrapassa os limites do respeito para se promover a qualquer custo. Essa é a maneira que ele encontrou de chamar a atenção, o verdadeiro adepto da frase “falem mal, mas falem de mim”. Considero o Sonnen um estrategista porque, com declarações absurdas, ele conseguiu chamar a atenção, porque se fosse depender da atuação dele dentro do octógono, ia ser uma missão quase impossível. É um atleta regular que coleciona derrotas para brasileiros. Aconteceu o seguinte: numa coletiva, aguém me apresentou para ele como a “repórter brasileira Paula Sack”. A partir daí tudo mudou. Quando percebi que não conseguiria muita coisa com ele, disparei a pergunta final: “Você nunca respeita seus adversários?” e escutei “Você não pode falar de respeito aqui na América, sister”. O meu sangue ferveu na hora, mas o que eu poderia fazer? Ele não é da minha categoria para eu propor uma luta.






Fotos: Marco Maia / Revista Maxim
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